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terça-feira, 6 de outubro de 2015

0 Pensamento e amadurecimento político por Capitão Leopoldo

Nestes últimos dias, eu e mais alguns amigos de caserna estamos nos envolvendo muito sobre problemas de nossa classe, do povo e mais próximo de nossa comunidade.

Participamos do último programa no Plantão Policial na Radio Gerais, e em determinado momento me despertou um questionamento que passei para discussão: o Político eleito deve ser leal aos anseios de seus eleitores ou aos interesses políticos? O que realmente deve um político deve fazer? Quem ele representa seus eleitores que acreditaram em suas propostas? Ou os interesses de seu partido? A quem ser leal? 

Para que o candidato tenha a confiança da comunidade, ele tem que atuar com vontade e trabalhar em prol da população, para tanto o candidato tem que ouvir suas as bases, ter ousadia, e apresentar seus projetos voltados para os anseios de seus eleitores. Tem que ter vontade política de fazer as coisas. Os políticos têm que melhorar em todos os sentidos, tem que ter uma visão mais voltada para o futuro. 

Daí passei o final de semana, meditando, e como estão chegando as eleições para Prefeito e vereador nos municípios de todo o pais, daí comecei a escrever sobre o que penso se candidato a Vereador, o que seria o melhor a apresentar por prioridade para ser apresentado. 

Dentro do que li e pesquisei, separei alguns perfis de candidatos: 
Candidatos da Fama: A primeira e maior chance de eleição, está com os candidatos famosos na sociedade, que atuam na mídia do rádio ou televisão, onde se incluem atletas, comunicadores, cantores ou atores, desde que famosos junto ao povão e que detenham alta aprovação no índice de audiência de seus programas ou apresentações.

Candidatos da Grana: Neste patamar está a turma que compra votos na eleição. É a turma da “grana” que se elege a peso de ouro. Esta categoria de candidato tem que ter muito dinheiro mesmo, pois o retorno do “investimento” em nível de votos ronda mais ou menos vinte por cento, ou seja; para cada cem votos comprados dá para contar com uns vinte votos na urna. Este jogo é pesado. 

Candidatos de Proposta Ideológica e Programática: Neste patamar se encontram os candidatos que deveriam estar no 1º. Patamar, pois são os candidatos que acreditam em uma proposta política que é veiculada e propagada durante anos e anos. Demoram a convencer os eleitores já que seus nomes são construídos ao longo de anos. Perdem muita eleição até convencer o eleitor, pois a mídia pouco espaço lhes dá. 

Candidato de nome famoso: Esta chance de se eleger é para poucos, pois exige que o candidato tenha um pai ou tio famoso e popular que possa transferir seu prestígio para o parente próximo, filho, irmão, neto ou sobrinho. 

A Raridade do Milagre: Quando acontece este fenômeno a eleição é favas contadas. É o chamado milagre ou fenômeno na eleição. Candidatos do Rebolo. Em último lugar se elegem os candidatos que possuem uma parcela de cada um dos itens acima, ou seja; possuem um pouco de fama pelo menos na sua inserção profissional, aparecem um pouco na mídia. Possuem ou conseguem alguma grana para sustentar sua campanha política. Conseguem se inserir de algum modo em movimento de caráter social, com proposta ideológica. Possuem nome de família respeitável na comunidade. Contam com uma ajuda quase milagrosa, como é o caso de um candidato que se filia em um partido de médio porte, sem candidatos de alta votação, e se elegem proporcionalmente com baixa votação, e assim chegam na disputa das últimas vagas, ou seja, ficam no “rebolo”, quando podem perder a vaga (morrer) por poucos votos.

“Rebolo”, é uma caixa de madeira redonda, com tampa em cima, onde se colocam dois galos de briga que empataram, até que um seja morto. 

Leopoldo Vasconcelos, é Capitão da reserva da PM de Minas Gerais, Bacharel em Direito na Faculdade Batista,  Pós-Graduação na UFMG, Pós-Graduação na Fundação João Pinheiro, especialista em segurança pública.
 
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