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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

0 Deputado Subtenente Gonzaga esclarece matéria sobre CPMF

"Não sou contra ou a favor ainda, estamos estudando o que é melhor para a família policial militar", diz Gonzaga.


Após repercussão da matéria do jornal O Tempo sobre a posição da bancada mineira em relação a recriação da CPMF, a reportagem do Plantão Policial MG entrou em contato com o parlamentar classista Deputado Federal Subtentente Gonzaga.

Plantão Policial MG: Deputado, qual sua posição quanto a recriação da CPMF?

Dep. Sub Gonzaga: Fui consultado sobre uma enquete de um jornal sobre a recriação do CPMF, em que as opções era contra ou a favor. Respondi que ainda não havia definido qual seria meu voto, pois estava estudando todos os impactos dessa medida. Se por um lado todos nós como cidadãos não queremos pagar mais impostos, por outro, vivemos uma crise que não sabemos qual as consequências. 

Plantão Policial MG: Que consequências seriam essas?

Dep. Sub Gonzaga: Vou responder numa visão micro, levando em conta a classe da segurança pública. Primeiro há o risco da inflação voltar a tirar o nosso poder de compra, o dólar ontem bateu o recorde ao atingir a cotação de mais de R$ 4,00, se continuar assim dentro de pouco tempo, o salário do policial estará defasado novamente. Segundo, é a situação financeira dos estados, o Rio Grande do Sul vive uma crise sem precedentes, os servidores estaduais tiveram o salário parcelado e todos estamos acompanhando nos noticiários as consequências. Em Minas, também estamos numa situação crítica, o governo teve que recorrer aos depósitos judiciais para conseguir pagar os salários em dia. Por isso, é preciso muita reflexão e estudo para votar num projeto como esse, minha preocupação principal é, a curto prazo, o pagamento do salário dos servidores em dia. E a médio-longo prazo a inflação corroer nosso salário e perdermos o poder de compra.

Plantão Policial MG: Podemos dizer então que votará a favor da CPMF?

Dep. Sub Gonzaga: Não posso declarar isso porque como disse anteriormente, é preciso um estudo profundo e responsável sobre as consequências no salário do policial militar, essa é minha maior preocupação. Além disso,  pode ocorrer muita mudança ainda. A PEC que foi enviada para o congresso tem alíquota de 0,2% sobre as movimentações financeiras. Mas, há pressão de parlamentares e governadores para que a alíquota seja maior para beneficiar estados e municípios. Há muita água para rolar debaixo da ponte, mas estamos atentos para defender os interesses do policial militar.

Plantão Policial MG: Explique essa situação da perda salarial por causa da inflação.

Dep. Sub Gonzaga: Após a campanha salarial no governo Itamar Franco, tivemos um período longo sem recomposição, por isso, a inflação (que estava controlada na década passada) foi corroendo nosso salário. Em 2011, nos mobilizamos para nova campanha salarial, e conquistamos hoje um salário digno para nossa classe. A minha preocupação é perdermos isso novamente a médio prazo, porque com a crise a inflação pode atingir níveis que vivenciamos nos anos 80 e 90. Nosso mandato pertence à classe policial militar, eu e minha equipe estamos abertos à sugestão, estudos, debates para buscar o que for melhor para a família policial militar.


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