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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Audiência em Montes Claros vai apurar ação violenta da PM contra índia


Uma audiência pública, ainda sem data definida, acontecerá em Montes Claros, na região Norte de Minas Gerais, para discutir o caso da índia Xacriabá Juvana Evarista dos Santos agredida por policiais militares durante uma manifestação do “Grito dos Excluídos”, que ocorreu em meio a um desfile do dia 7 de setembro.
Na manhã desta quarta-feira, os deputados que integram a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ouviram os relatos de Juvana e aprovaram requerimento para a realização da audiência pública em Montes Claros.
Os deputados destacaram que a comissão vai acompanhar o caso e não permitirá injustiças contra os povos tradicionais no Estado. Elogiando a PM como instituição, o parlamentar Rogério Correia (PT) ressaltou que a corporação deve agir de forma exemplar para averiguar o ocorrido e agilizar a investigação. O deputado Sargento Rodrigues (PDT), por sua vez, avaliou a necessidade de uma apuração séria de todas as circunstâncias que envolvem o caso, além de destacar que as responsabilidades do prefeito também precisam ser verificadas.
Bastante emocionada, Juvana lamentou o fato de seu povo ser sempre vitimado com esse tipo de ocorrência, narrando ainda as consequências da ação truculenta. “Eu já estava jogada no chão como um bicho, algemada, com dois policiais segurando as minhas pernas e o PM que me abordou ainda colocou a perna em cima da minha cabeça. Fiquei um tempo sem conseguir respirar, sentindo a força do policial pressionando minha cabeça. Depois que ele tirou a perna, eu estava passando mal, quase desmaiei”, desabafou.
A índia relatou ainda que foi jogada no camburão da polícia e conduzida a uma unidade da Polícia Civil, mesmo tendo informado que, por ser de uma comunidade tradicional, seu caso deveria ser levado à Polícia Federal. Os policiais teriam ignorado a informação, e ainda tentado despistar outros manifestantes, que tentavam segui-la a fim de saber para que local ela seria levada.Questionada sobre a suposta ameaça que teria feito, apontando uma flecha em direção ao prefeito, Juvana disse que os instrumentos (arco e flecha) que portava são artesanais e compõem a indumentária que o seu povo usa em mobilizações. “Não é uma arma”, afirmou. Ela mostrou um exemplar dessas ferramentas, destacando o fato de a flecha nem sequer possuir ponta. Segundo Juvana, as flechas estavam apontadas porque os manifestantes haviam pendurado camisetas de protesto nas pontas a fim de que ficassem visíveis para o prefeito.A comissão ouviu também outra testemunha, Silla Xacriabá, que declarou ter tentado ajudar Juvana. “O que fizeram com ela foi uma covardia e quando tentei ajudar também fui agredida por um PM, que me puxou pelo cabelo, me jogando na direção dos outros manifestantes”, lamentou, afirmando que a acompanhou em todos os momentos após a agressão.

fonte: jornal o tempo

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