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quinta-feira, 23 de julho de 2015

0 CASO DO GOLEIRO BRUNO-Considerado foragido da Justiça, Zezé entra com habeas corpus

Ex-policial civil teve 15 dias para se apresentar à Justiça e, a partir desta quarta-feira (22), passou a ser considerado foragido; pedido de habeas corpus ainda não foi avaliado pelo juiz

 

O ex-policial é suspeito de participação na morte da modelo Eliza Samudio

 

A defesa do ex-policial civil José Lauriano de Assis Filho, de 50 anos, conhecido como Zezé e que é acusado de ter participado da morte da modelo Eliza Samudio, em 2010, entrou com habeas corpus na Justiça. Ele é considerado foragido a partir desta quarta-feira (22), conforme o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após não ter se apresentado dentro do prazo de 15 dias desde que sua prisão preventiva foi decretada. 

A Justiça decretou a prisão do suspeito no dia 7 de julho deste ano e, desde então, a Polícia Civil (PC) já fez buscas pelo suspeito em duas ocasiões, ambas sem sucesso. Procurada, a corporação afirmou que as buscas seguem pelo ex-policial, porém, ainda sem sucesso. A assessoria da PC defendeu ainda que qualquer autoridade poderia fazer a prisão de Zezé, e não apenas a corporação.

 
O ex-policial é considerado foragido a partir desta quarta-feira (22)


De acordo com a assessoria de imprensa do tribunal, desde que a prisão foi decretada, a defesa de Zezé apresentou um pedido de habeas corpus. O recurso de urgência ainda não foi analisado pelo juiz, que pediu a prisão sob argumento de que a liberdade do acusado pode atrapalhar o andamento da instrução criminal. "O simples fato de se tratar de um policial civil incute temor a testemunhas e aos demais envolvidos na sequência de crimes", apontou o juiz. 

Ainda conforme o TJMG, o juiz Elexander Camargos Diniz, da Vara do Tribunal do Júri de Contagem, determinou o prazo de duas semanas para o acusado se apresentar à Justiça, porém, como isso não ocorreu, agora ele é considerado foragido.

O advogado de José Lauriano, Rodrigo Geraldo Simplício da Silva, foi procurado pela reportagem de O TEMPO, entretanto, não se posicionou sobre o seu cliente até o momento.
Relembre

A prisão preventiva foi decretada pela Justiça no mesmo dia em que a comarca de Contagem recebeu a denúncia (acusação formal) feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra Zezé e Gilson Costa, de 48 anos, que é policial civil ainda na ativa, sob suspeita de participarem do assassinato da ex-amante do goleiro Bruno Fernandes.

Em seu despacho sobre o recebimento da denúncia, o juiz Elexander Camargos afirmou que há prova da materialidade dos crimes e que existem indícios de autoria dos fatos apontados pelo Ministério Público. Em relação a Gilson Costa, o magistrado determinou medidas cautelares diferentes da prisão para garantir o andamento adequado da instrução criminal. Costa ficou proibido de se aproximar e de manter contato com testemunhas, vítimas e informantes do processo.

De acordo com o promotor Daniel Saliba de Freitas, Zezé participou no dia 4 de junho de 2010 do sequestro de Eliza Samudio e de seu filho – na época com quatro meses – a mando do goleiro Bruno, e de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.

Segundo a denúncia, o policial manteve Eliza em cárcere privado, com ajuda do adolescente Jorge Luiz Lisboa Rosa, até o dia 10 de junho, quando ela foi levada para ser assassinada por Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola.

Zezé, segundo a Promotoria, pode responder por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho, ocultação de cadáver, corrupção do adolescente Jorge Luiz Lisboa Rosa, além de uso de violência ou grave ameaça. Já Gilson Costa foi denunciado apenas por grave ameaça.

Freitas destaca ainda que o policial Assis Filho foi o responsável por apresentar Bola ao goleiro Bruno e a Macarrão. Segundo a Promotoria, o trio arquitetou o plano para assassinar Eliza, cuja execução ficou sob a responsabilidade de Bola. "José Lauriano contribuiu, de forma determinante, para a privação da liberdade do bebê, mediante sequestro, e para sua manutenção em cárcere privado", declarou o promotor em sua decisão no dia 3 de julho.

JOSÉ VÍTOR CAMILO
O TEMPO

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