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sexta-feira, 19 de junho de 2015

0 MG - Mais quatro deputados pedem auxílio-moradia

A coluna entrou em contato com o gabinete de Arlen Santiago, mas nem o deputado, nem sua assessoria retornaram as ligações


Quatro deputados estaduais solicitaram, no mês de maio, receber os R$ 4.300 de auxílio-moradia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) mesmo sendo donos de imóveis em Belo Horizonte. No mês passado, Aparte o já havia mostrado que Hely Tarquínio (PV) e Vanderlei Miranda (PMDB) pediram o benefício à Casa, mas, tanto agora quanto na época da reportagem, nenhum dos gabinetes explicou o pedido.

Vice-presidente da ALMG, Tarquínio declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2014, possuir um apartamento na rua Paracatu, no bairro Barro Preto, avaliado em R$ 200 mil. Já Vanderlei Miranda, líder da maioria na Casa, disse à Justiça Eleitoral ter, na capital mineira, um apartamento, avaliado em R$ 80 mil, e uma casa de R$ 400 mil. Além desses, o peemedebista disse ter um imóvel de R$ 1,4 milhão em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Além deles, os deputados Tito Torres (PSDB) e Arlen Santiago (PTB) também declararam ao TSE possuir imóveis e, mesmo assim, pediram o auxílio-moradia. Em contato com a coluna, a assessoria do tucano Tito Torres informou que o apartamento declarado, no bairro Sion, “não é mais de propriedade do deputado”. O imóvel teria sido vendido no início deste ano.
A coluna entrou em contato com o gabinete de Arlen Santiago, mas nem o deputado, nem sua assessoria retornaram as ligações. Ao TSE, o petebista afirmou possuir um “apartamento no bairro de Lourdes, em BH”, no valor de R$ 900 mil. O parlamentar Gil Pereira (PP) também solicitou o recebimento do auxílio-moradia, mas, ao TSE, disse possuir um bem, indicado como “Localização: Belo Horizonte” no valor de R$ 485 mil. Questionada se o item se refere a um imóvel, a assessoria do pepista não retornou a ligação.
Ao todo, 33 deputados e secretários de Estado solicitaram o pagamento do auxílio-moradia pela Assembleia Legislativa. Desde o início do ano, quando foram aprovadas novas regras para o benefício, foi permitido que parlamentares que moram na capital e secretários de Estado recebam a verba.
Na estrada

O deputado Fábio Avelar (PTdoB) não abre mão da vida no interior e, mesmo ocupando uma cadeira de deputado estadual, segue morando na cidade de Nova Serrana, onde tem uma empresa do setor calçadista. Por lá, vive com a esposa e duas filhas, uma de 12 e outra de 3 anos. É para não se afastar delas nem trazê-las para cá que ele prefere andar 280 quilômetros para cada sessão na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Ainda assim, é um dos menos faltosos na Casa. O fato de percorrer tão longa distância, nem sempre de maneira tão rápida por conta de engarrafamentos e acidentes na estrada, o faz lamentar quando a sessão não é produtiva. “Faço esse trajeto todo, chego lá e tem um governista e um oposicionista discutindo. Aí nada acontece, e a sessão acaba rápido. Desanima”, diz.

Vento na cara

A vida diária do deputado na estrada, às vezes, faz com que ele passe aperto. Dia desses, após ladrões quebrar o vidro de seu veículo para roubarem uma pasta que ele deixou dentro do carro, a viagem ficou ainda mais difícil. “Sem vidro, fui quase congelando enquanto o vento entrava pela janela”, conta. Ainda assim, ele prefere ficar por lá. Pelo jeito, a família também. As filhas e a esposa nem sequer vieram conhecer o trabalho do pai. Mesmo sonhando com a vida em Nova Serrana, ele garante que não pretende ser candidato a prefeito da cidade nas próximas eleições. “Vou cumprir os quatro anos”, diz, destacando as dificuldades de um deputado novato. “Às vezes os mais antigos não dão muita atenção para nós. Só quando precisam de nossa assinatura para um projeto”, lamenta.

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