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terça-feira, 9 de junho de 2015

0 Efetivo policial e estrutura física são carências do IML de BH

Presidente da Comissão de segurança pública Deputado Sargento Rodrigues e demais deputados constatam, em visita ao local, que houve avanços nos últimos anos, mas demandas geram sobrecarga de trabalho.

O superintendente de Polícia Técnico-Científica da Polícia Civil e coordenador do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, André Luiz Barbosa, afirmou aos deputados da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que o baixo efetivo policial e a estrutura obsoleta são os principais problemas do trabalho realizado pelo órgão. As declarações foram dadas em visita da comissão, realizada ao local nesta terça-feira (9/6/15).

De acordo com ele, nos últimos dois anos houve uma melhora geral na estrutura do IML, mas o volume de trabalho tem crescido e, com isso, demandando mais servidores e expansão do espaço físico. Aos parlamentares, o coordenador informou que o IML realiza cerca de 600 necropsias mensais, além de mais de 3 mil perícias em vivos a cada 30 dias. “As necropsias de mortes naturais, por exemplo, representam 40% desse total, o que sobrecarrega o trabalho. Para que isso se reduza, é preciso mais envolvimento da classe médica e do poder público”, disse.

André Luiz Barbosa ainda lembrou que foram autorizadas pelo governador a nomeação de 34 médicos e 110 peritos, mas que o número ainda será insuficiente para atender toda a demanda do Estado. “Faltam investigadores e pessoal para o serviço administrativo. Além disso, o IML existe há 35 anos no mesmo espaço físico, apesar de a criminalidade ter crescido muito neste período”, afirmou.

Em relação à construção de um novo prédio, o coordenador do IML afirmou que já existe o terreno, próximo à atual sede, mas é preciso viabilizar uma linha de crédito do Banco do Brasil, para iniciar as obras do chamado Núcleo Integrado de Polícias (NIP). “Esse local irá agilizar ainda mais o atendimento, além de gerar mais conforto físico aos servidores”, salientou.

Situação é melhor que há dois anos, segundo parlamentar
O presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PDT), que acompanhou a visita, lembrou que, em 2013, quando esteve no IML, a situação estrutural era muito pior. Ele explicou que as condições de higiene e trabalho eram desumanas, o que não ocorre hoje. “Nossa vinda aqui sensibilizou o então governador Antonio Anastasia e a estrutura melhorou. Isso não significa que ainda não tenhamos que avançar mais. É preciso um novo prédio e mais policiais para o atendimento”, disse. O parlamentar se comprometeu a cobrar do governador Fernando Pimentel que as necessidades do IML sejam atendidas o mais rápido possível.

Descentralização – A deputada Marília Campos pediu ao superintendente André Luiz Barbosa que realize um estudo da viabilidade de construção de um posto de atendimento em Contagem (RMBH), que receba a população da cidade, que hoje é de 650 mil pessoas. Para ela, a descentralização do trabalho pode desafogar o atendimento do IML em Belo Horizonte. “Muito se fala em interiorização, mas os municípios do colar metropolitano são deixados de fora. É preciso avaliar a possibilidade dessa medida, uma vez que o atendimento, principalmente dos menos favorecidos, ainda não é o ideal”, destacou.

O coordenador do IML ponderou que, durante cinco anos, houve uma estrutura em Contagem, mas que a própria população optava por vir a Belo Horizonte. “Vamos fazer um levantamento da demanda e, se for o caso, retomar o posto na cidade”, finalizou.

Com informações Almg

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