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segunda-feira, 8 de junho de 2015

0 DESPEITO DE COBRA por Sgt Leonardo






Na vida, a qualquer momento, uma cobra venenosa pode cruzar o nosso caminho. E essa cobra pode ter o nome de despeito, inveja, cobiça, recalque, ou sinônimos. Mas nos atentaremos ao lado despeito da cobra, porque segundo o dicionário Michaelis, o desgosto é causado por ofensa leve ou desfeita. Mas pensar que seu resultado também será leve, é ledo engano!

O despeito fomenta perseguições gratuitas, acusações incessantes, informações venenosas. O despeitado não perdoa o triunfo do próximo. Sempre quer descobrir o lado infeliz de qualquer questão, o "alfinete perdido no palheiro". Sofre sem necessidade, amargura-se constantemente e luta contra os defeitos que vê nos outros, quando o problema é somente dele.  Para exemplificar, o despeito é um fingimento. É fazer de conta que não quer o que o outro tem, desqualificando o objeto: “Fulana comprou uma Ferrari, é?!! Deus me livre de ter um carro desses pra andar a 90h/km, Fulana é uma idiota mesmo”.

No despeito, a arma muita utilizada (para não dizer a principal) quando alguém quer destruir a reputação de uma pessoa, é a fala. Um comentário maldoso é capaz de destruir uma pessoa e por mais que ela tente, talvez, nunca consiga reconstruir a imagem que perdeu por causa de um ato de despeito.


Um comentário maldoso é capaz de destruir uma pessoa e por mais que ela tente, talvez, nunca consiga reconstruir a imagem que perdeu por causa de um ato de despeito.


A propósito deste tema, um escritor anônimo escreveu um texto, que ele chamou de “A serpente e o vagalume”.

Leia o texto a seguir transcrito, reflita e acautele-se.

Conta a lenda que:
Uma vez, uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.
 Esse fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia. Dois dias, e nada…
 No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra: 
– Posso lhe fazer três perguntas?
– Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, podes perguntar…
– Pertenço a tua cadeia alimentar?
– Não.
– Eu só lhe fiz bem na vida.
– Por acaso te fiz algum mal?
– Não.
– Então, por que você quer acabar comigo?
– Porque não suporto ver-te brilhar.

A expressão não “suporto ver-te  brilhar” não significa que o vagalume agredido tivesse competência, inteligência superior, evidencia social, riqueza, ou fosse um notável. Absolutamente!

A questão fundamental é que a serpente gostaria de ser o que o vagalume é. E não conseguia ser por limitações, sobretudo de caráter. Em função disso, a inveja é atiçada na serpente, por ela não ter a credibilidade, o reconhecimento público e a dignidade existencial da sua vítima.

Nos dias atuais encontraríamos várias pessoas que aconselhariam: Cuidado, vagalume! Seu pecado é brilhar demais... brilhe menos se puder! 

Mas, meu conselho é diferente! Vagalume siga seu instinto, continue brilhando, vá para a luz e atraia mais vagalumes, para iluminar o mundo! E a cobra que se esconda em sua toca!

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Leonardo Moreira é Sargento da Polícia Militar de Minas Gerais, Criador e editor do Plantão Policial MG.
* Os artigos assinados pelos colunistas são de inteira responsabilidade dos autores e não reflete, necessariamente, a opinião do jornal. O Plantão Policial MG, democraticamente, abre esse espaço para que os colunistas tenham total liberdade para exporem suas opiniões nos textos sem nenhum tipo de censura. Os textos são pessoais e cada colunista escolhe o assunto que achar interessante, sendo responsável por eles.



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