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terça-feira, 2 de junho de 2015

0 Deputados estaduais abusam das faltas no mês de maio

Apesar de ter havido apenas um feriado durante o mês de maio, os deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) abusaram das ausências na Casa Legislativa mineira. Curiosamente, as reuniões ordinárias que aconteceram perto do Dia do Trabalhador, em 1º de maio, estão entre aquelas que mais parlamentares estiveram presentes.

Por outro lado, na sessão do dia 14, duas semanas depois do feriado, nada menos que 51 deputados estaduais se ausentaram do plenário. No total, a Assembleia Legislativa possui 77 representantes. Para que uma reunião possa acontecer normalmente, ou seja, com os projetos sendo apresentados, discutidos e votados, é necessário ter o quórum mínimo de 39 parlamentares presentes.
Entre os mais faltosos estão os deputados Alencar da Silveira Jr. (PDT) e João Magalhães (PMDB). Ambos faltaram a sete reuniões ordinárias – mais da metade das 12 que aconteceram na ALMG.
De acordo com a assessoria de Alencar, o parlamentar faltou porque participou do congresso da AMM e viajou para a China em missão oficial. Já o gabinete de Magalhães afirmou que o deputado esteve presente, por muitas vezes, na Casa, mas, como a reunião da Comissão de Administração Pública, da qual é presidente, acontece praticamente no mesmo horário das sessões ordinárias, muitas vezes a presença não é contabilizada.
As faltas em excesso, além de prejudicarem o andamento de questões e negociações da política do Estado, também atrapalham a realização de reuniões das comissões da Casa, que analisam os projetos de lei propostos pelos deputados.
Os parlamentares Anselmo José Domingos (PTC), Deiró Marra (PR) e Luiz Humberto Carneiro (PSDB) também aparecem entre os mais faltosos, tendo, cada um, se ausentado de 50% das reuniões de maio.




Na bike

O vereador Adriano Ventura (PT) chegou ontem à Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) montado em sua bike e com o relato de um acidente que por pouco não aconteceu. Ele conta que foi fechado por um motorista na avenida Teresa Cristina. “Escapei por intervenção divina”, relatou. Ventura já foi vítima de um atropelamento em fevereiro do ano passado, quando machucou o quadril e teve outras escoriações. Autor da lei que determinou a criação do sistema cicloviário na capital, ele tem uma antiga Monark Barra Forte, fabricada em 1956, decorando seu gabinete.

Prédio da Cemig

Em nota à coluna, a Cemig informou ontem que o nono andar do Edifício Aureliano Chaves será ocupado por áreas técnicas da empresa. “A edificação de propriedade da Forluz, que está sendo locada à Cemig e suas subsidiárias, encontra-se em fase de comissionamento, ou seja, aferição dos sistemas e requisitos de funcionamento para sua definitiva aceitação, prevista para junho de 2015, quando será entregue formalmente à Cemig, caso as pendências tenham sido sanadas”. A companhia diz que, por ser “dotada de sistemas e componentes tecnológicos de última geração”, sua instalação é complexa.


Reportando a Cova

Quase seis meses depois de entrega do relatório final da Comissão Nacional da Verdade, que investigou as violações de direitos humanos durante o período da ditadura militar e teve amplo apoio do governo federal e da presidente Dilma Rousseff, o livro-reportagem “Cova 312”, da jornalista Daniela Arbex, comprova uma suspeita que se arrasta desde 1967. A obra, que será lançada no próximo dia 18, em São Paulo, relata que o militante Milton Soares de Castro, integrante da Guerrilha de Caparaó, onde se instalou o primeiro (e frustrado) grupo de guerrilha pós-golpe militar de 1964, não cometeu suicídio, como indicava a versão oficial de sua morte. O livro mostra o passo a passo da investigação da repórter em busca do corpo de Castro.


Revelação

Foi a própria jornalista Daniela Arbex que, em 2002, descobriu os restos mortais de Milton Soares em um local que parecia óbvio, mas nunca foi procurado: o cemitério municipal de Juiz de Fora, cidade onde estava localizado o presídio de Linhares, local onde o militante ficou preso. Daniela chegou a essa informação após mais de dez anos de investigação, quando teve acesso ao inquérito do caso no Superior Tribunal Militar (STM), e, a partir dele, desconstruiu a farsa criada para encobrir o crime. O roteiro é muito parecido com os casos de Iara Iavelberg e Vladimir Herzog, ambos assassinados pelo regime em sessões de tortura, mas classificados pelos agentes da repressão como “suicidas”. No fim, uma revelação bombástica muda um capítulo da história do Brasil.

O TEMPO

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