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terça-feira, 2 de junho de 2015

1 NOVA LIMA - Após denúncia, população de Nova Lima fará manifestação

Moradores de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, organizam uma manifestação contra a corrupção na prefeitura da cidade. Eventos no Facebook convocam para um protesto amanhã, depois que O TEMPO divulgou reportagem que revela que o Ministério Público investiga a formação de uma quadrilha dentro do Executivo municipal. O esquema pode ter causado desvios de R$ 30 milhões nos últimos dois anos.

 
Silêncio. Prefeitura de Nova Lima não se manifestou oficialmente a respeito das denúncias investigadas
O relatório de investigação do MP, assinado pelo promotor de Justiça André Luís Garcia de Pinho, cita envolvimento de ao menos três secretários municipais, além de servidores, assessores, operadores e até o chefe de gabinete do prefeito. Conforme a promotoria, os investigados se organizavam em três núcleos. 


A reportagem procurou a Prefeitura de Nova Lima na tarde de ontem para que pudesse se manifestar, mas não houve retorno. O secretário de Comunicação, Marcio Tupy – citado no relatório como integrante do primeiro núcleo, que “teria desviado dos cofres públicos pelo menos a quantia de R$ 6 milhões” –, se posicionou em seu perfil no Facebook. 
Ele disse que não era secretário municipal no período citado (na verdade, tomou posse em junho de 2014) e que seu “diploma encontra-se legalmente registrado” no Ministério da Educação. Conforme o promotor, há dúvidas sobre “a lisura de seu diploma”.


Tupy também classificou como “acusação caluniosa” o fato de estar citado no relatório do MP por possuir “registro de envolvimento com delitos de concussão e peculato”.


“Não estou nem nunca fui condenado por esses delitos, e quem tiver alguma prova em contrário que a apresente”, disse.


O esquema na Secretaria de Comunicação da prefeitura, de acordo com o MP, envolvia a contratação da agência de publicidade RC Comunicação. Parte do dinheiro seria destinada ao pagamento de anúncios nos jornais locais “Nova Lima Times” e “Cultura e Comércio”. Conforme o MP, os veículos eram de propriedade de Tupy e do assessor da prefeitura Wilson Otero Filho. 
O presidente da RC Comunicação, Álvaro Rezende, esclarece que a empresa foi contratada durante a gestão de Sérgio Motta na Secretaria de Comunicação.


“Como acontece com qualquer cliente, público ou privado, acatamos a orientação do cliente. Nós podemos fazer uma recomendação se acharmos que o veículo no qual o cliente quiser anunciar não é adequado àquele público”, afirmou. “Mas eu nem sabia que eles eram donos dos jornais”, completou Rezende. O esquema envolvia ainda fraudes em licitações em festas e eventos e na contratação de consultorias em educação. 

O TEMPO
LUCAS PAVANELLI

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1 comentários:

  1. É por essas e outras que o concurso da guarda municipal foi cancelado.

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