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quarta-feira, 1 de abril de 2015

0 Polícia divulga laudo toxicológico de estudante da Unesp morto em festa

Exame apontou grande quantidade álcool no sangue, 4,6 gramas por litro.
Um mês depois, inquérito da Polícia Civil de Bauru ainda não foi concluído.

O caso do estudante da Unesp que morreu durante uma competição de consumo de bebidas alcoólicas, em Bauru, completou um mês no último sábado (28), mas tanto o inquérito aberto pela Polícia Civil, quanto a sindicância da universidade ainda não foram concluídos. Mas, a Polícia Civil divulgou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (31), o resultado do laudo toxicológico que apontou a quantidade de álcool presente no sangue de Humberto Moura Fonseca.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Kleber Granja, o laudo toxicológico do estudante Humberto Moura Fonseca, de 23 anos, revelou que o índice de álcool no corpo do jovem era de 4,6 gramas para cada litro de sangue. Para estabelecer um parâmetro de quantidade, a polícia usou a concentração de álcool no caso de crime praticado por motorista embriagado, que é de 0,6 gramas por litro de sangue.
“O laudo toxicológico realizado pelo IML de São Paulo indicou a presença de 4,6 gramas de álcool por litro de sangue da amostra coleta de Humberto. Em contraponto com a lei de trânsito, podemos dizer que era uma quantidade 8 vezes maior que a considerada crime para o motorista que dirige embriagado", informou o delegado durante a entrevista coletiva.
O estudante de engenharia elétrica, que tinha de 23 anos, morreu após ingestão excessiva de álcool e outras três pessoas foram internadas pelo mesmo motivo. Matheus Pierri Carvalho, também estudante de engenharia elétrica, Gabriela Alves Correa, de 23 anos, aluna de Relações Públicas, e a estudante de engenharia de produção Juliana Tiburcio Gomes, de 19 anos, tiveram alta na semana seguinte da festa.
As investigações sobre a morte do jovem  passaram a correr em segredo de Justiça no começo de março, decretado pelo delegado responsável pelo caso. Segundo Granja, as investigações são muito complexas. “A Polícia Civil foi transparente em todas as informações úteis para a sociedade”, explica Granja.
G1
O inquérito instaurado pela Polícia Civil há pouco mais de 30 dias ainda não foi concluído. Catorze pessoas estão sendo investigadas, entre elas os organizadores da festa, que chegaram a ser presos no dia da festa. Ainda de acordo com a Polícia Civil, eles eram estudantes do quarto ano de engenharia e poderão ser indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.
Seis pessoas ainda devem ser ouvidas nas próximas semanas. O fim das investigações dependem da conclusão de alguns laudos periciais. O inquérito vai ser encaminhado ao poder judiciário.
A Unesp também criou uma comissão para apurar os fatos. O relatório ainda não foi concluído e as informações estão sendo mantidas sob sigilo. Mas, o diretor da faculdade de engenharia Edson Capello adiantou que os responsáveis pela festa e pela divulgação do evento dentro do campus podem ser punidos.
A festa
Em um vídeo divulgado na internet mostra o momento em que o jovem Fonseca participava de uma competição para ver quem conseguia beber mais. As imagens mostram vários estudantes sentados em uma grande mesa, com copos plásticos que são abastecidos com vodca. "É um shot por minuto", diz um rapaz, em referência à regra da disputa: tomar uma dose de vodca a cada 60 segundos. Humberto teria tomado mais de 30 doses de vodca.  

No vídeo é possível ouvir outras pessoas incentivando Fonseca, que tinha o apelido de Lombada: “Au au au, Lombadinha é um animal”. Após tomar mais uma dose, o jovem levanta os braços, em comemoração.
De braços pra cima, estudante comemora após tomar outra dose de vodca (Foto: Reprodução/TV Globo)
Cardiopatia
Um laudo do Instituto Médico Legal de Bauru (SP) já havia sido divulgado e apontou que Fonseca sofria de cardiopatia. Segundo o laudo, os problemas no coração podem ter sido potencializados pelo consumo exagerado de álcool. O jovem morreu vítima de infarto, como havia apontado o exame inicial.
Segundo o diretor do IML, Roberto Carlos Echeverria, Humberto apresentava uma cardiopatia dilatada - o coração dele era maior do que o normal - e também um estreitamento das coronárias, que causa uma redução da quantidade de sangue levada à musculatura e favorece o infarto no miocárdio, justamente o músculo do coração.

G1

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