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quarta-feira, 1 de abril de 2015

0 Médica é condenada a 46 anos por envolvimento em morte de empresários

Ela poderá responder em liberdade por ser ré primária; Mulher foi considerada culpada pelos crimes de formação de quadrilha, extorsão, cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e destruição e ocultação de cadáver


Gabriela Ferreira da Costa foi condenada a 46 anos e meio de prisão e irá recorrer em liberdade
A médica Gabriela Ferreira da Costa, de 31 anos, foi condenada a 46 anos e seis meses em regime fechado pela participação nos crimes cometidos pelo grupo que extorquiu e matou os empresários Rayder Santos Rodrigues, de 39, e Fabiano Ferreira Moura, de 36 no bairro Sion, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, em 2010.

Em sessão presidida pela juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes, do 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, a médica foi considerada culpada pelos crimes de formação de quadrilha, extorsão, cárcere privado, homicídio triplamente qualificado (praticado com o fim de facilitar a execução de outro crime utilizando meio cruel e dificultando a defesa da vítima) e destruição e ocultação de cadáver. Gabriela irá recorrer da sentença em liberdade.
Cinco outros envolvidos já foram julgados e condenados, entre eles o ex-estudante de Direito Frederico Flores, 36, considerado o chefe do bando, condenado a 39 anos de prisão.
Julgamento
A médica, que atualmente mora e trabalha em Niterói, no Rio de Janeiro, entrou em contradição em seu interrogatório, durante a manhã. Ela havia afirmado que não tinha visto uma das vítimas amarrada. Ao ser confrontada pelo promotor do Ministério Público, Francisco Assis Santiago, Gabriela voltou atrás e pediu desculpas por ter ocultado a informação.
O advogado da médica, José Arthur Kalil, disse que só há provas de que ela movimentou as contas das vítimas, mas não de sua participação nos outros crimes. Durante o interrogatório, Gabriela afirmou que foi ameaçada por Flores, que a obrigou a fazer saques nas contas dos empresários as vítimas, mas ela não procurou a polícia porque ele a convenceu que integrantes da quadrilha a estariam vigiavam o tempo todo.
Acusação
A promotoria acusou Gabriela de mentir para não sofrer sanções, como ocorreu com o restante da quadrilha, e descartou a hipótese de que ela fosse coagida por Frederico, e que tinha obrigação de denunciar planos de que teve conhecimento. O promotor também disse que ela tinha conhecimento de todo o esquema e que agiu motivada pelo que chamou de "dinheiro sujo do crime". Santiago disse esperar que Gabriela seja condenada a mais de 30 anos de reclusão e que ela saia presa do Fórum.

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