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quinta-feira, 2 de abril de 2015

0 Até o fim deste ano, capital terá um radar a cada 0,7 km²

Meta é mais que triplicar o número de pontos fiscalizados em BH e chegar a um total de 427


Comportamento. Analista diz que tendência é reduzir velocidade máxima para proteger pedestres e ciclistas
Os motoristas de Belo Horizonte estão cada vez mais vigiados. A cada 2,4 km² de território em Belo Horizonte, há ao menos um equipamento de fiscalização eletrônica, seja radar de velocidade, invasão de faixa, avanço de sinal ou para veículo de carga. E já existem processos de licitação em andamento para a implantação de novos equipamentos. A expectativa é que até o fim deste ano a cidade tenha mais que triplicado os pontos de radares, com mais 293 – chegando a um total de 427. Com isso, a média pularia para um aparelho a cada 0,7 km² – no Rio de Janeiro, há um radar por km², e em São Paulo, um a cada 2 km².

O engenheiro de transportes e trânsito Márcio Aguiar defende o radar como o único equipamento com poder de controlar a velocidade dos veículos na área urbana, inclusive para educar os motoristas. “Há uma tendência no mundo todo de baixar as velocidades permitidas em áreas urbanas. Nós, em Belo Horizonte, sinalizamos com 60km/h. Nos Estados Unidos, eles já baixaram para 40 km/h. São Paulo também já sinalizou essa intenção. São velocidades que protegem não só o pedestre, mas também o ciclista, que agora entra no trânsito”.

A postura da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) também é de defender a fiscalização eletrônica como o meio mais eficaz para reduzir o número de acidentes e sua gravidade. Segundo a autarquia, estudos apontaram os pedestres como sendo 35% das mortes no trânsito. Somados aos motociclistas, eles são 64,5% do total de vítimas.

Ainda conforme a BHTrans, no ano 2000 foram registradas 4,37 mortes para cada 10 mil veículos na capital. Em outra pesquisa, de 2012, quando a fiscalização era maior, o índice caiu para 1,2 morte a cada 10 mil veículos. Isso, levando em consideração que a frota duplicou nesse período (de 679 mil veículos para 1,5 milhão).

O outro lado. Mesmo com as justificativas para o aumento do número de radares, eles dividem opiniões entre motoristas. Apesar de alguns serem favoráveis, muitos afirmam que a intenção da BHTrans é arrecadar, principalmente porque alguns equipamentos ficam escondidos. 

“O radar é necessário, mas alguns só servem para arrecadar. E esse dinheiro não é usado para melhorar vias. Se fosse educativo, as pessoas não tomariam mais multas”, diz o empresário Felipe Moreira, 29.

A professora Carolina Canabrava, 24, é favorável à fiscalização por radar .“É uma forma de conter a imprudência. Os motoristas não respeitam as faixas de pedestres nem a velocidade máxima permitida”, diz.

Barbara Ferreira - O Tempo

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