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terça-feira, 31 de março de 2015

0 Médica do "Bando da Degola" vai a julgamento nesta terça-feira

Gabriela Ferreira está em liberdade desde 2010; sete réus foram condenados

Médica é acusada de duplo homicídio, sequestro, cárcere privado, extorsão, associação criminosa e destruição e ocultação de cadáverRecord Minas / Reprodução


Está previsto para esta terça-feira (30) o julgamento da médica Gabriela Ferreira Corrêa da Costa, acusada de integrar o "Bando da Degola" e participar da morte e esquartejamento de dois empresários em Belo Horizonte em abril de 2010.

A sessão ocorre no 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafayette, em BH, a partir de 8h30.

Gabríela Ferreira responde por homicídio, sequestro, cárcere privado, extorsão, associação criminosa e destruição e ocultação de cadáver dos empresários Rayder Santos Rodrigues, de 39 anos, e Fabiano Ferreira Moura, de 36, em um apartamento no Sion, bairro de classe média-alta da região centro-sul.

Ela responde pelos crimes em liberdade desde 2010, quando recebeu habeas corpus do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Segundo as investigações, Gabriela emitia as receitas dos remédios usados para dopar as vítimas. A médica, inclusive, chegou a comprar alguns dos medicamentos e teria assistido às sessões de tortura. Depois de extorquidos e torturados, os empresários foram assassinados dentro do apartamento e tiveram as cabeças e os dedos cortados. A defesa aponta que Gabriela foi ameaçada e coagida a emitir as receitas.

Ela seria julgada em outubro de 2014, mas a sessão foi adiada a pedido do Ministério Público.

Dos integrantes do "Bando da Degola", já foram condenados Frederico Flores, apontado como líder do bando, sentenciado a 39 anos de reclusão, o ex-policial Renato Mozer, a 59 anos de reclusão, Arlindo Soares Lobo, com pena de 44 anos, Adrian Gabriel Grigorcea, que recebeu pena de 30 anos e o pastor Sidney Eduardo Benjamin, condenado a três anos.
O ex-policial André Luiz Bartolomeu ainda não foi julgado, assim como o advogado Luiz Astolfo Sales Bruno.
Entenda o caso
O Ministério Público denunciou Frederico Flores e outras sete pessoas pelo sequestro, extorsão e assassinato dos empresários Fabiano Ferreira Moura, de 36 anos, e Rayder Santos Rodrigues, de 39, entre os dias 10 e 11 de abril de 2010.       
Após sequestrar as vítimas e realizar saques e transferências de valores de suas contas, o grupo matou e degolou os empresários em um apartamento no bairro Sion. Em seguida, eles teriam transportado os corpos, no porta-malas do carro de uma das vítimas, até Nova Lima, na Grande BH, onde os cadáveres foram desovados parcialmente incendiados.      
De acordo com a denúncia, os empresários estariam envolvidos em estelionato e atividades de contrabando de mercadorias importadas, mantendo em seus nomes várias contas bancárias, de onde eram movimentadas grandes quantias de dinheiro. Mas, as atividades ilícitas chegaram ao conhecimento de Flores, líder do "Bando da Degola", que passou a manifestar o desejo de extorqui-los e obteve ajuda dos demais acusados.
R7


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