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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

0 Ipatinga e Fabriciano conseguem reduzir os índices de assassinatos

Ao contrário de Timóteo, Ipatinga e Coronel Fabriciano conseguiram reduzir os índices de assassinatos. Em Ipatinga, o município já vinha registrando uma diminuição desde 2012. 

Foto- Lairton Martins
Naquele ano, foram contabilizadas 58 execuções, e em 2013 o número caiu para 56, uma leve redução de 3,4%. A redução maior foi percebida em 2014, quando a Promotoria de Justiça de Ipatinga recebeu 39 anos inquéritos policiais referentes aos homicídios. O impacto positivo na redução no número de assassinatos entre 2013 e 2014 foi de 30,3%. 

Ao contrário de Timóteo - onde foi alto o número de vítimas adolescentes - em Ipatinga, apenas quatro menores de 18 anos foram assassinados em 2014. O promotor de justiça Bruno Giardini Medeiros acredita que a redução expressiva no número de homicídios em Ipatinga se deve a um conjunto de fatores relacionados à atuação das polícias civil e militar. O promotor ainda levou em conta o rigor dos jurados durante os julgamentos populares ocorridos em 2014 e o aumento das sessões de júri popular na 1º Vara Criminal. 

“Os jurados tiveram mais rigor nas condenações. Os juízes fixaram penas altas. Aí, acaba que a pessoa, vendo aquela sentença alta, vendo que aquele chefe de quadrilha está sendo condenado porque mandou matar, pensa duas vezes antes de cometer um crime. E também o trabalho da própria imprensa que divulga essas condenações”, diz Giardini. 

Coronel Fabriciano, município que sempre registrou números elevados de assassinatos, em 2014 apresentou uma queda expressiva no número de execuções se comparado com o ano anterior: 27,7% a menos. Dos 39 mortos, sete são menores de idade e 16 são vítimas na faixa etária de 18 a 25 anos de idade. Três idosos entre 66 e 71 anos de idade também foram vitimados por homicídios. 

O comandante da 58º Batalhão da PM em Fabriciano, tenente-coronel Wanderson Stenner, considera que o principal fator de diminuição dos índices em Fabriciano é a atuação conjunta entre a PM, o Ministério Público e o Poder Judiciário. “Quadrilhas que atuavam na traficância tiveram todos os seus líderes presos. Nunca se prendeu tanto traficante como no ano de 2014 e o combate ao tráfico foi forte. Esse trabalho iniciou-se em 2013 e teve os resultados em 2014”, detalhou o comandante. 

Outro fator que implicou na redução dos índices, segundo Stenner, foi a atuação do Grupo Especializado de Patrulhamento em Áreas de Risco (Gepar) no Complexo do Morro do Carmo. “Antes os bairros que integram o complexo eram tido como um dos mais violentos e hoje, após a implantação do modelo de policiamento, a criminalidade ali se encontra controlada, com os principais criminosos presos. O Gepar atua na repressão qualificada, na prevenção criminal e na promoção social. Pretendemos implementar essa linha no próximo ano e ainda expandir para outros bairros”, finaliza o tenente-coronel Stenner. 

Matéria do Jornal Vale do aço

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