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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

0 BH - Confusão entre guardas e PMs deixa ferida, um preso e gera protestos

Uma confusão entre guardas municipais e policiais militares acabou com uma GM ferida, no fim da tarde desta quinta-feira (15), no Centro de Belo Horizonte. 
Ela teria sido atingida por projétil de borracha acidental no rosto, disparado por um policial militar. Poucas horas após a briga, guardas municipais fazem um protesto na Praça 7, interditando o cruzamento das avenidas Afonso Pena e Amazonas.


Segundo informações, a confusão começou depois que dois guardas municipais abordaram um policial reformado fazendo transporte irregular de passageiros no terminal rodoviário da capital. Uma discussão teve início, e o suspeito agrediu o guarda municipal, que revidou com um disparo de taser (arma de choque).

A Polícia Militar foi chamada, e uma nova discussão começou. Uma guarda municipal de 28 anos levou um tiro de bala de borracha no rosto e foi encaminhada para o hospital Odilon Behrens. O outro guarda municipal, o policial reformado e o cabo da PM que atirou com a bala de borracha foram detidos.
Segundo informações iniciais, o 2ª sargento reformado, Daleimar Hilário Moreira, estaria trabalhando com transporte clandestino nas proximidades da rodoviária. Ele foi abordado pela guarda municipal Lilian Emiliano de Oliveira, de 28 anos, que está há quatro anos na corporação. O militar chegou a receber voz de prisão, mas teria resistido a ação. Lilian chamou reforços de outros colegas e também da própria PM.
 
Segundo guardas municipais, durante quando os reforços chegaram começou a confusão. Deleimar teria agredido um guarda, que revidou com o disparo de uma arma de choque elétrico, o taser. Em seguida, um dos policiais militares em apoio à ocorrência disparou, supostamente de forma acidental, no rosto de Lilian.
 
“A guarnição da PM chegou descontrolada, de armas em punho apontando para os guardas municipais", disse o guarda municipal Darlison Alberto. Ele estava em companhia da agente Lilian e de outros dois guardas municipais, Eliezer Alves e Fábio Vaz Peixoto, que acabou preso pela PM. "Ele (perureiro) disse que a gente é bosta, não é polícia". Segundo Darlison, em nenhum momento o perueiro se identificou como PM reformado. "Eu deixei que ele usasse o celular depois de receber voz de prisão. Só quando chegou a guarnição da PM ele deu essa informação". 
 
"O cabo PM Gustavo desceu da viatura (tático móvel 20363, do 1º BPM) e disparou a arma de cano longo calibre 12mm, de alto poder destrutivo, no rosto da guarda municipal. Eles (PMs) saíram batendo em todo mundo", relatou o guarda municipal Fábio Vaz Peixoto, de 34 anos. Ele conta que os guardas municipais foram agredidos pelos PMs. "Recebi uma gravata pelas costas, desmaiei e fui jogado dentro da viatura. 
 
Preso e algemado pelos PMs, Peixoto tinha várias escoriações no braço esquerdo. "Seis policiais vieram em cima de mim, me jogaram no chão e me bateram. Tomaram meu cassetete, arma, boné. Eles (PM) acham que podem tudo", acrescentou. Peixoto afirmou ter sido foi "algemado e jogado na carrocinha da viatura, onde só fica bandido". Fui humilhado e xingado. Eu sou policial. Quem anda no cercadinho da viatura é bandido. Mas quem faz transporte clandestino foi levado sentadinho na frente da viatura", desabafou.
 

Lilian Emiliano Oliveira foi socorrida e encaminhada ao Hospital Odilon Behrens, mas não corre risco de morte. Ela quebrou o maxiliar, perdeu vários dentes na boca e sofreu ferimentos na mão. Ela foi encaminhada para o Hospital de Pronto-Socorro (HPS) João XXIII, onde passava por cirurgia na noite desta quinta-feira (15).
 
A ocorrência foi registrada na Central de Flagrantes (Ceflan) II da Polícia Civil, no bairro Floresta, na região Leste de BH. O 2º sargento reformado Daleimar Moreira foi levado para a delegacia, mas ainda não há informação se a prisão será ratificada ou se ele será liberado.
Segundo o comandante do 1º BPM, tenente coronel Gedir Rocha, disse que a apuração dos fatos será feita pela Polícia Judiciária. “Não há nenhuma confirmação de que os PMs deram apoio ao sargento reformado”, acrescentou. Segundo Rocha, foram registradas duas ocorrências distintas, uma por transporte irregular e outra por lesão corporal e não tentativa de homicídio. "Quem vai comprovar quem errou é a Justiça. Vamos apurar quem agiu corretamente ou não. Um fato desses não pode colocar em xeque o trabalho que as duas instituições fazem juntas", disse o comandante. 
 
Rocha afirmou ainda que será aberto inquérito policial militar para investigar a ação do cabo Gustavo, lotado no 1º BPM, apontado por guardas municipais como o autor do disparo que atingiu a agente Lilian. 
 
Protesto
 
Após a confusão, dezenas de guardas municipais fecham, desde o início da noite desta quinta-feira, a Praça 7, no Centro de BH. O trânsito no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Amazonas está interditado nos dois sentidos. O motivo ainda não foi confirmado pela assessoria de imprensa da corporação municipal. 
Com informações portal HD

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