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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

0 Testemunha-chave não reconhece policiais civis como sendo os autores de chacina

IPATINGA – A menor e testemunha que ligou quatro policiais civis ao caso da Chacina de Revés do Belém negou que, de fato, os conhecesse. 



Nesta quarta-feira (17), ela esteve no Fórum de Ipatinga juntamente com os agentes presos e após o primeiro reconhecimento presencial afirmou não ser os policiais apresentados, aqueles que ela teria reconhecido através de fotos há um ano atrás.
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O caso em questão é o crime que vitimou em outubro de 2011 quatro menores com idade entre 15 e 17 anos. 
Segundo informações, os adolescentes haviam sido apreendidos por atos infracionais e levados para a sede da 1ª Delegacia Regional de Ipatinga e a partir de então não mais foram vistos com vida. Seus corpos foram localizados uma semana depois no distrito de Revés do Belém, em Bom Jesus do Galho, nus e com perfurações na cabeça. O crime foi amplamente divulgado na época dos fatos, mas as primeiras investigações não apontaram os responsáveis. 

O caso foi reaberto ano passado, quando fora criado uma força tarefa do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Durante as novas investigações, uma menor de 17 anos que foi apreendida juntamente com os menores mortos, afirmou ter visto os quatro agentes na Delegacia de Ipatinga no momento dos fatos e reconheceu, por meio de fotografias, os quatro policiais supostamente envolvidos no crime.
Esse reconhecimento e o depoimento da adolescente passou a ser então o principal indício utilizado pelos policiais, que compunham a força-tarefa, para indiciar e pedir a prisão preventiva dos Agentes suspeitos do crime. 

ENGANO
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Nesta quarta-feira (17), os policiais acusados estiveram no Fórum de Ipatinga para o reconhecimento presencial. Durante o procedimento realizado para o reconhecimento, a  menor disse não ser os policiais apresentados, aqueles que ela teria visto na delegacia no dia do crime. 

De acordo com o advogado de defesa, a jovem foi incisiva em sua declaração. “Ela afirmou categoricamente hoje (17) que não reconhece nenhum dos denunciados com sendo as pessoas que estavam na delegacia e que agrediram e mataram os menores”, explicou.

Segundo a defesa dos réus, as fotos antes apresentadas durante as investigações eram antigas e deram margem ao engano.

O processo da chacina de Revés do Belém ainda está em sua fase de instrução, quando são realizadas oitivas e produzidas novas provas. Cerca de 15 testemunhas de defesa precisam ser ouvidas para o encerramento desta etapa. Depois, a Justiça de Caratinga, onde o caso vem tramitando, irá determinar se os quatro policiais serão pronunciados, ou seja, se há indícios suficientes para que eles sejam julgados pelo crime.

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