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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

0 Jornal O Tempo destaca que segurança pauta campanha de candidatos ao governo

Os programas de governo dos dois principais candidatos ao governo de Minas, Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB), ainda nem foram divulgados, mas os adversários já disputam quem tem a melhor proposta para uma das áreas de maior interesse do eleitor: segurança pública. Em particular, a quantidade de policiais nas ruas é o alvo do embate. 

No início da campanha, o candidato do PT focou os problemas de segurança do Estado e prometeu resolver o que chamou de “falta de estrutura” das polícias. Com o início da propaganda na televisão e no rádio, uma das primeiras propostas apresentadas pelo petista foi a abertura de 12 mil novas vagas para agentes de segurança em Minas. 

Por ser o candidato de continuidade do atual governo estadual, Pimenta se comprometeu a reforçar a estrutura das polícias, também com aumento do efetivo, caso seja eleito. A quantidade de homens na rua, no entanto, superou o cálculo anunciado pelo seu rival, chegando a 15 mil. 

Questionado se a ideia dos dois postulantes ao Palácio Tiradentes é disputar “quem oferece mais” aos mineiros, Pimentel afirmou que 12 mil agentes é o número ideal. “O número estabelecido por nossa equipe é suficiente para suprir a demanda e o déficit de policiais. O importante é que nós vamos fazer a polícia presente, coisa que hoje não existe em Minas. Me estranha muito o governo do Estado, em 12 anos, não ter conseguido fazer isso”, criticou. Em entrevista ontem, o petista ainda disse que Minas está com “7.000 policiais a menos que o fixado por lei”. 

Pimenta, apesar de admitir a necessidade do aumento do efetivo, culpa o governo federal, sob o comando do PT, de “descuido” das fronteiras do país por onde entram armas e drogas.
“Nossa meta é, primeiro, manter uma posição harmônica e integrada entre as polícias civil e militar. Vamos colocar mais 15 mil policiais nas ruas para que a segurança seja mais efetiva, já que governo federal não cuida das fronteiras”, justifica. De acordo com o tucano, é preciso ter “tolerância zero com a bandidagem”. 

Educação. Outro ponto que virou alvo de disputa pelos postulantes é a educação. Os dois já prometeram levar a escola integral para todos os colégios de Minas e divulgaram isso durante a campanha como uma das principais iniciativas de seus eventuais governos. 

Pimentel, porém, ainda não informou como a medida será concretizada. Já Pimenta promete, agora, levar a escola integral para a maior quantidade de colégios possível. O tucano chegou a falar em enviar um projeto de lei para a Assembleia Legislativa para que todas as novas escolas construídas no Estado estejam preparadas para o ensino integral. 

A ideia é considerada ousada, já que, segundo dados do governo divulgados em julho, o Estado conta com 1.848 escolas públicas com o horário estendido de aulas, e, para que todas contem com o programa, seria preciso dobrar esse número.
 

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