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terça-feira, 26 de agosto de 2014

0 Clima tenso e disparos após 12h de motim no Ceresp


Ainda é tenso o clima na porta do Ceresp na manhã desta terça-feira (26), cerca de doze horas após o início do motim de presos que atearam fogo em colchões. Muitos familiares de detentos passaram a noite na parte externa e alguns deles relatam ter sido alvo de disparos de borracha efetuados pela Polícia Militar. Também é possível ouvir barulho de explosivos vindos do interior do cadeião. A Tribuna entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e aguarda o pronunciamento da pasta sobre o caso e informações sobre possíveis feridos.
Várias viaturas da PM foram mobilizadas no princípio de rebelião ocorrido no Ceresp, mas os militares atuaram apenas na parte externa do presídio, já que o motim foi contido pelos próprios agentes penitenciários, com ajuda do Corpo de Bombeiros, que debelou as chamas nas celas. No entanto, os ânimos também ficaram exaltados do lado de fora, onde dezenas de familiares de detentos se reuniram em busca de informações. Segundo a PM, as equipes ficaram posicionadas para impedir a invasão do local pelos parentes, que começaram a se aglomerar e a ficar tensos com a falta de notícias sobre os presos e o barulho de disparos provenientes do presídio.
O grupo teria começado a dificultar a passagem de veículos que entravam ou saíam da unidade. A PM solicitou reforço, mas teria sido recebida a pedradas e precisou agir com disparos de munição de borracha e bombas de efeito moral. “As equipes foram recebidas a pedradas e, para abrir espaço, precisamos fazer uso de munição não letal momentaneamente”, disse um dos policiais à frente da ocorrência, tenente Breno Thamer, comandante do 1º Pelotão da Rotam. De acordo com ele, a situação foi resolvida depois que o diretor do Ceresp, Giovane de Moraes Gomes, saiu à portaria e conversou com uma comissão formada por cinco familiares. “O Gate também esteve presente, mas não houve necessidade de intervenção”, disse o tenente. A maior parte dos policiais deixou o local por volta das 5h, quando a situação já estaria controlada no interior do presídio, mas na manhã desta terça ainda há militares do lado de fora do Ceresp, já que muitos familiares continuam no local.

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