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quinta-feira, 3 de julho de 2014

0 PM vai adotar sistema de passa-um para controlar acesso e segurança na Savassi

Torcedor terá de passar por corredor de grades antes de chegar à área dos telões que vão exibir o jogo da Seleção Brasileira. PM promete escalar 700 homens para policiar a região


A Polícia Militar vai adotar o sistema de passa-um na região da Savassi, amanhã, a partir das 13h, a fim de garantir a segurança de quem for assistir ao jogo entre Brasil e Colômbia, transmitido por telões. Segundo o comandante do 1º Batalhão, tenente-coronel Helbert Figueiró, serão instaladas estruturas de grades nas áreas que têm sido fechadas ao trânsito durante as partidas da Copa do Mundo. Elas ficarão nas esquinas da Avenida Getúlio Vargas com ruas Fernandes Tourinho e Alagoas; Getúlio Vargas com ruas Paraíba e Tomé de Souza; e Avenida Cristóvão Colombo com ruas Alagoas e Tomé de Souza.

O corredor de grades terá quatro metros de largura. De acordo com o comandante, o objetivo é fazer a triagem dos torcedores, impedindo a entrada de pessoas com garrafas de vidro, e evitar furtos de celulares e documentos. Só no último sábado, quando jogaram Brasil e Chile, foram registradas 83 ocorrências dessa natureza na área do 1º Batalhão – a maior parte delas na Praça Diogo de Vasconcelos e na região da Savassi.

A PM manterá 700 homens no local, que vão se dividir em dois turnos. O efetivo virá do 1º Batalhão e dos batalhões Copa, de Eventos e de Trânsito, com apoio de equipes de fiscalização da Prefeitura de Belo Horizonte. 

Desafio

A estimativa é de que cerca de 35 mil estrangeiros e brasileiros foram à Savassi em cada dia de jogo do Brasil. Essa multidão desafia autoridades municipais, preocupa moradores e gerou o fenômeno que entrou na pauta de discussões de instituições formadas por arquitetos, urbanistas e engenheiros. Profissionais já se mobilizam para estudar os impactos da Copa – mais especificamente na área nobre de comércio, lazer e eventos –, dar sugestões e discutir de forma ampla com a sociedade os rumos da capital.

A diretoria do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB)/Seção Minas Gerais, que se reuniu ontem à noite para discutir políticas públicas urbanas, está atenta à questão, informou a presidente Rose Guedes. A preocupação maior se deve à falta de equipamentos e serviços, entre eles banheiros públicos e depósitos subterrâneos para lixo. A “invasão” da Savassi foi uma surpresa, pois essa região está acostumada a receber eventos de no máximo 3 mil pessoas, explica ela. 

No mundo “Cidades como Paris, na França, e Barcelona, na Espanha, dispõem de serviços que podem ser trazidos para Belo Horizonte. Os banheiros fixos pagos, por exemplo, são ótima ideia”, diz a presidente do IAB/MG. Nos primeiros dias de Copa, a falta de sanitários foi uma das maiores reclamações de torcedores e dos moradores da Savassi. Mesmo com a instalação de banheiros químicos e a limpeza nas manhãs seguintes às partidas, as ruas ficaram impregnadas pelo cheiro de urina. 

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MG) também monitora a movimentação na Savassi. Segundo a assessoria da entidade, equipes estudam o impacto do megaevento e não descartam a possibilidade de discutir tecnicamente o assunto com a PBH e os setores da sociedade afetados. 

Em nota, a PBH informa que secretarias municipais estão atentas ao impacto da Copa. Encerrado o torneio, será feito um balanço. “Dessa maneira, a prefeitura terá condições de oferecer serviços de qualidade cada vez maior durante os eventos a serem realizados na capital mineira”, afirma a nota.


Capital exige novas políticas
Para o professor de antropologia da PUC Minas e da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg), José Márcio Barros, o Brasil vive um momento excepcional com a Copa do Mundo. “Ela criou a oportunidade de encontro entre culturas que não conviviam, tornando a cidade conhecida, inclusive pelos moradores”, diz.

O antropólogo está certo de que definições sobre os rumos da Savassi e da própria capital mineira, depois da Copa, vão depender de políticas públicas e investimentos da iniciativa privada. 

“Isso vai definir se passamos no teste. Naturalmente, não ocorrerá nada, mas é importante que os moradores tenham um olhar otimista e afetivo para a sua cidade”, observa. 

Pesquisa Esta semana, a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) inicia uma pesquisa no setor comercial, principalmente em estabelecimentos da Savassi, Centro e da Pampulha, para avaliar o desempenho do setor durante a Copa do Mundo.

Nos primeiros jogos, apenas na Savassi, as áreas gastronômica (bares e restaurantes), de artigos licenciados pela Fifa e de artesanato registraram maior movimento. (GW)

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