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sexta-feira, 20 de junho de 2014

0 SP- Black Blocs incendeiam e depredam na capital paulista

Black blocs atacaram concessionária de carros de luxo, depredaram mobiliário urbano e atearam fogo em lixo de ruas residenciais de bairro da Zona Oeste paulistana

André Lucas Almeida/Futura Press
Em São Paulo, o ato pelo fim da tarifa de transportes públicos se dispersou após uma manifestação conflituosa, com depredação de concessionária de carros importados, ataque a agências bancárias, destruição de mobiliário urbano, montagem de barricadas e focos de incêndio em lixo de ruas residenciais do bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.
Black blocs marcaram presença na manifestação, que começou pacífica em concentração na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, no início da tarde desta quinta-feira (19). A caminhada seguiria até a estação Pinheiros do metrô, onde aconteceriam atividades culturais como apresentações de dança, música e espetáculos teatrais. 
No entanto, a depredação de pelo menos quatro agências bancárias por manifestantes mascarados na Avenida Rebouças abriu precedente para mais atos de vandalismo, que culminariam com o ataque a uma concessionária de automóveis de luxo na Marginal do Rio Pinheiros, altura da Ponte Bernardo Goldfard. No local, pelo menos 10 carros foram alvo da ação dos manifestantes. Na conta dos black blocs também pode ser incluída a destruição de mobiliário urbano, como postes, lixeiras. Nem as bicicletas de aluguel do banco Itaú escaparam dos ataques. Os manifestantes também partiram para cima de carros e lojas e retiraram as bandeiras do Brasil no bairro de Pinheiros. Enquanto tentavam fugir da Polícia Militar, os black blocs montavam barricadas com lixo residencial, transformado em fogueiras.
Quando a confusão atingiu seu ápice, líderes do Movimento Passe Livre tentaram direcionar a passeata para o Largo da Batata, mas o público se dispersou por conta dos atos de violência. Segundo estimativas da Polícia Militar, o protesto reuniu em torno de 1.500 pessoas. Já o Movimento Passe Livre defendeu a presença de cerca de 6 mil pessoas.
A Tropa de Choque da Polícia Militar foi enviada ao local, mas chegou depois da ação de vandalismo dos black blocs. Em ofensiva por ruas residenciais de Pinheiros, a PM encontrou resistência de manifestantes, que chegaram a se valer de rojões contra os agentes. Policiais revidaram com bombas de gás. 
O ato marcado para celebrar um ano da revogação do aumento da tarifa dos transportes da cidade de São Paulo registrou também ocorrências simbólicas. Por volta das 18h, catracas cenográficas, de papelão, foram incendiadas. Na página do Facebook em que o evento foi marcado, uma mensagem antecipava: "[vai ter] muita catraca pegando fogo, já que junho é o mês de pular fogueira!"
Mais cedo, um cinegrafista foi atacado com cones de sinalização e perseguido por manifestantes mascarados. Um carro de reportagem da TV Gazeta também foi atingido. Por conta do ato, partes das Avenidas Paulista e Rebouças, bem como a Marginal do Rio Pinheiros, chegaram a ser interditadas.
Batizada de "Não Vai Ter Tarifa – Ato na Copa do Mundo pela Tarifa Zero", a manifestação foi a primeira de grande projeção do grupo na capital paulista desde o dia 26 de outubro do ano passado, quando o Movimento Passe Livre organizou a Semana Nacional de Luta pelo Transporte Público, com protestos concomitantes em outras 12 cidades brasileiras.
com informações portal Ultimo segundo

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