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quarta-feira, 28 de maio de 2014

0 Três acusados na Chacina de Vespasiano vão cumprir, juntos, 66 anos

Três dos quatro acusados de estrangular até a morte quatro jovens, de 15, 17, 18 e 21 anos, e desovar os corpos em uma estrada vicinal do bairro Jardim da Glória, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, em 2012, foram condenados, juntos, a 66 anos e um mês de prisão. 
Sting da Silva Rufino, Juliano Rodrigues de Souza, Robson Alexandre Ferreira Gandra foram condenados  por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O julgamento terminou por volta de 20h11 desta terça-feira (27), no  1º Tribunal de Júri do Fórum Lafayette, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Condenação 
Conforme a sentença do juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga, Rufino e Gandra terão que cumprir 21 anos e 6 meses de prisão em regime fechado. Já Souza foi condenado a 23 anos e um mês de prisão, também, em regime fechado. 
Ronam Miranda da Silva, que seria o dono do Fiorino usado para transportar os corpos, foi absolvido e a sentença cabe recurso.
Depoimentos 
Rufino se declarou arrependido, mas afirmou não ter como não ajudar no crime, já que o autor das mortes, segundo ele, era traficante e ele temia pela própria vida. Ainda de acordo com Rufino, deu para ver pela porta aberta que as vítimas foram mortas por enforcamento, pelo traficante e por mais seis pessoas que estavam no barracão, sendo um deles o seu irmão mais novo.
Gandra, também detido há dois anos, mas no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira, foi o segundo a dar depoimento. Assim como o Rufino, alegou não conhecer as vítimas e que temia o traficante da região. Disse, ainda, que fez uso de drogas e que ajudou a carregar os corpos para o Fiorino.
Souza, que está preso no Presídio de São Joaquim de Bicas II (PRSJB II), foi o terceiro a começar a falar e relatou que existem outras pessoas envolvidas nos crimes. Souza garantiu que está arrependido e que pagará pelo o que fez: vigiar o barracão e ajudar no transporte dos corpos. Depois disso, teria devolvido o carro, que seria de Silva e foi para casa. Ainda, afirmou que tinham mais 12 pessoas no local do crime, além das vítimas.
Silva, o último réu, garantiu que emprestou o carro sem saber a utilização que dariam a ele. E que já estudou com Rufino e não sabe o porquê que colocou o nome dele como "mano" nos contatos do celular. Após os depoimentos, foi a vez da fala do promotor.
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