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sexta-feira, 16 de maio de 2014

0 Estudantes prometem reagir à ocupação da UFMG

A possibilidade de o campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) se transformar em um ponto de embarque e desembarque dos Terminais Copa durante o Mundial, revelada por O TEMPO em sua edição dessa quinta, já causou a reação de movimentos estudantis. Mesmo com a pausa no ano letivo durante a competição, os alunos prometem mobilização e resistência contra a utilização do espaço pela Fifa.

No ano passado, a Polícia Militar e tropas da Força Nacional de Segurança e do Exército chegaram a ocupar a universidade durante as manifestações que ocorreram simultaneamente à Copa das Confederações. A reitoria foi tomada pelos manifestantes, que reivindicavam a saída dos militares e a abertura da universidade para a população.

Neste ano, a promessa é de reação em caso de ocupação da UFMG. A estudante Juliana Rocha, integrante da Associação Nacional de Estudantes – Livre (Anel) e do Coletivo UFMG sem Catracas, revelou que os movimentos estudantis têm conhecimento de reuniões da reitoria da universidade com os órgãos de segurança. “Somos completamente contra isso (a utilização do campus pela Fifa). A universidade deve ser um local de livre acesso à população, e não um abrigo para a repressão. Estamos nos mobilizando, fazendo reuniões entre os Diretórios Acadêmicos para que essa liberação não aconteça”, disse Juliana.

Uma nova tomada da reitoria também é cogitada pelos estudantes, caso a universidade seja transformada em base das forças de segurança durante a Copa. “Podemos nos mobilizar nesse sentido. Está tudo armado para transformar o campus em base militar”, disse Paulo Henrique “Jaspion”, estudante da UFMG e ativista do coletivo Raízes Negras.

RESPOSTA. Procurada pela reportagem, a coronel Cláudia Romualdo, chefe do policiamento da capital, afirmou que, em nenhum momento, participou de reuniões de planejamento relativas à utilização do campus da UFMG durante a Copa. Segundo a coronel, “a responsabilidade de se pronunciar seria da reitoria da universidade”.

A UFMG informou que está dialogando com os diferentes setores envolvidos no planejamento da Copa. A universidade não vai se manifestar sobre a presença ou não de forças de segurança dentro do campus. No ano passado, após o período de ocupação da reitoria, a UFMG comprometeu-se pela não ocupação do campus pelas tropas.


Hospitalidade
No momento em que cresce a mobilização contra a realização da Copa do Mundo no Brasil, a presidente Dilma Rousseff fez nessa quinta um apelo para que os brasileiros recebam bem os torcedores nacionais e internacionais que farão turismo durante o Mundial de futebol, que começa no dia 12 de junho. Ao mesmo tempo em que rebateu as críticas de que as obras da Copa não trarão benefícios ao país, a presidente Dilma disse que a hospitalidade faz parte da alma do brasileiro.

Bons empregos
Dilma também assinou nessa quinta, a menos de um mês da Copa do Mundo, dois documentos que representam o compromisso do governo em favor de empregos que respeitem direitos do trabalhador durante o Mundial. De acordo com a Secretaria Geral da Presidência, os documentos orientam as ações do governo e de instituições como centrais sindicais para garantir o cumprimento de normas e acordos trabalhistas, além de promover condições ideais de trabalho.

(In)segurança
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, admitiu nessa quinta que a segurança pública no Brasil “não é a ideal a qualquer momento, não só na Copa do Mundo”. “Nós temos problemas de segurança pública no Brasil. Esse é um dos problemas do país, e todos os órgãos do governo, todas as esferas têm realizado um esforço grande para enfrentar esse desafio”, destacou o ministro após participar de uma audiência pública na Comissão de Educação do Senado, na manhã dessa quinta.

Fan Fest ameaçada
Assim como a Fan Fest do Recife, a festa que aconteceria em Salvador também está cercada de incertezas e sob o risco de não ser mais realizada. Da mesma forma que os pernambucanos, os baianos também recuaram sobre a utilização de dinheiro público para o custeio do evento e buscam novas formas de financiamento. A Prefeitura de Salvador ainda está tentando viabilizar aporte financeiro oriundo da iniciativa privada. O valor do evento gira em torno de R$ 11 milhões.


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