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segunda-feira, 24 de março de 2014

0 BH - Agentes foram dopados após ingerirem suco ou salada de frutas

Matéria do Jornal O Tempo

A Central Integrada de Escoltas de Ribeirão das Neves, que fica próxima ao Presídio Antônio Dutra Ladeira, na região metropolitana de Belo Horizonte, teve 45 armas roubadas durante a madrugada desta segunda-feira (24), de acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Nove agentes foram dopados por criminosos.

Pelo menos 45 armas foram levadas, sendo 39 pistolas e 6 submetralhadoras, além de 1.344 balas de calibre .40 por criminosos, segundo o comando do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Ainda não se sabe quantas pessoas estão envolvidas no roubo e como eles conseguiram entrar no local que conta com agentes penitenciários.

De acordo com o coronel José Hamilton Campos, da 2ª região da Polícia Militar, os agentes relataram que tomaram suco e comeram salada de frutas por volta de 21h, passando mal cerca de 1h30min depois. O suco foi feito pelos próprios agentes, dentro do prédio, e a salada de frutas foi levada por um deles. Por isso, a PM não descarta a possibilidade de que algum dos agentes esteja envolvido. Nem todos comeram a marmita que é disponibilizada pelo Estado, o que reforça os indícios de que a contaminação se deu pelo suco ou pela salada.

Segundo o coronel, a ação foi bem planejada, já que os bandidos sabiam quantas armas havia no local e levaram grande parte delas. Não há sinais de arrombamento na central e militares estão à procura dos bandidos pela região. As buscas continuam e, por enquanto, não há suspeitos. Após passar por exame no Instituto Médico Legal, os agentes irão prestar depoimento.

Por meio de nota, a Seds informou que o roubo foi percebido por outros agentes que pegariam serviço por volta das 7h. O grupo encontrou alguns colegas dormindo e outros se sentido mal e ao fazerem uma verificação na sala de armas, descobriram o crime.
 
A Polícia Civil foi chamada para fazer inspeção nos alimentos e os agentes passam por exames de sangue, para verificar se houve a ingestão de alguma substância indevida.

A central dá suporte as unidades prisionais da cidade com a transferência de detentos para outras unidades, hospitais e audiências em fóruns e tribunais e funciona 24 horas por dia. Além de Ribeirão das Neves, apenas em Juiz de Fora, na Zona da Mata há outra central.

De acordo com Henrique Corleone, representante da Associação União dos Agentes Penais, os presos podem ter sido intoxicados com uma marmita "batizada", que teria sido fornecida por uma empresa terceirizada, que faz a comida no interior da penitenciária Dutra Ladeira.

"Alguns agentes foram encontrados vomitando e outros desacordados. Acreditamos que a comida enviada pela empresa possa ter vindo adulterada. Estamos dando todo o suporte às famílias dos agentes", afirmou Corleone.

Mais cedo, dois parentes de um dos agentes que foram dopados foram até a central para tentar obter informações. Após muita insistência, eles foram informados por outros agentes de que eles não poderiam repassar as informações.



Fumaça
Mais cedo, a reportagem de O Tempo que está na central percebeu que havia uma fumaça saindo do interior da penitenciária Antonio Dutra Ladeira. Questionada sobre a possibilidade de um princípio de rebelião, a Seds encaminhou uma nota explicando.

Conforme o órgão, a fumaça veio de uma chama provocada pela queima de pedaços de um único colchão. Os agentes penitenciários contiveram as chamas após cerca de cinco  minutos e a unidade segue sua rotina normal. Ainda segundo a Seds, ninguém ficou ferido e um procedimento interno será aberto para investigar o caso.

Ao mesmo tempo, um grupo de familiares de presos no local se aglomeram na frente da penitenciária neste momento e denunciam vária irregularidades. Uma parente de um preso, que não quis ser identificada, afirma que vários presos estão sendo agredidos no local. "Agentes do Grupo de Intervenção Tática (Gite) entram mascarados e agridem os presos na hora do banho de sol. Eles estão apanhando diariamente. Meu filho está cheio de hematomas nas pernas", denuncia a mulher.

Outra parente de um preso denuncia que agentes estão negando medicamentos. "Quando estão sentindo dor pedem uma aspirina e não tem o direito de ter", afirmou a irmã de um detento. Após algum tempo na porta da penitenciária, até mesmo ameaçando fechar a rodovia LMG- 806, os parentes foram informados que o diretor só os ouviria se eles montassem uma comissão com alguns deles e entrassem na penitenciária.

Com medo de serem identificados e os seus familiares sofrerem represálias após as denúncias, os manifestantes resolveram que só conversarão se for do lado de fora, onde ninguém será identificado. "Falaram que o diretor não vai sair, mas nós vamos continuar aqui e fazer o que for possível para ajudar nossos filhos, irmãos", disse uma das mulheres. A Seds foi informada sobre as denúncias, mas ainda não se posicionou.  

Plantão com Portal O Tempo

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