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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

0 Black Blocs, qual a verdade por trás do grupo no Brasil?


A tática Black Blocs ( blocos negros ) foi criada na década de 80 na Europa, com destacada atuação na Alemanha com ideia de resistir de ideias contrárias a interesses de grupos ou da sociedade, e de uma forma bem específica para enfrentar grupos nazistas e fascistas.

De lá pra cá a iniciativa se popularizou no ocidente e até em países teocráticos no médio oriente, sempre enfrentando a força, personificada pelas polícias de proteção do estado. Claro que de acordo com a utilização nos outros países, a tática ia ganhando novos contornos, modificada que era pelas culturas e costumes locais. 

No Brasil a tática ganhou importância durante as manifestações de junho de 2013, começando de forma tímida nos movimentos sociais contra a nova tarifa da rede de transporte de São Paulo e ganhando importância maior à medida em que as manifestações se alastraram para todo país. Sendo um movimento com origem anarquista, os black blocs Brasil nunca teve uma liderança bem definida, apenas alguns porta-vozes nas redes sociais, que no entanto muito mais lançou palavras de ordem no facebook e twitter, do que propôs pauta a ser discutida com objetivos bem delimitados. 

Jamais abriu um canal de negociação ou mesmo para o debate, apenas conclamavam pessoas para se juntar ao grupo no enfrentamento do estado soberano e opressor. Fato que, pela violência gratuita promovida pelos Black blocs, muita gente saiu das manifestações, que haviam ganhado uma conotação patriótica, onde predominavam as cores do Brasil e as frases contra a corrupção e a violência. 

Dessa forma surgiram os primeiros rumores que os BBs estavam à frente de interesses de esquerda pra esvaziar as manifestações e tirar o foco de Brasília. Coincidência ou não, os BBs passaram a atacar os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, os dois maiores interesses petistas para as eleições de 2014. Numa outra vertente, o ataque contínuo e gratuito às polícias mostram bem que o alvo não são os corruptos e nem pessoas que detenham o poder de mudar as coisas, seja do Executivo, seja do Legislativo. Corruptos são denunciados a todo momento e os Black Blocs insistindo em Rio e São Paulo e nos ataques à polícia militar. 

Não como coincidência os confrontos entre Black Blocs e PMs do Brasil passaram a receber os olhares de políticos oportunistas com seu discurso a favor do fim das corporações policiais militares e a desmilitarização. Recentemente, com a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes, apurações desnudaram a verdade por trás do BBB, Black Bloc Brasil: Políticos de partidos da esquerda financiando seus ataques com dinheiro, pra participar dos manifestos e tirar a maioria indignada contra corrupção das ruas. 

Na operação BBB contrataram Sininho, uma mulher com diversos cursos e estágios em táticas esquerdistas de guerrilha e a pessoa responsável por receber o dinheiro e acertar com os “mascarados” pra promover quebradeira gratuita e a desordem, por isso a organização e os objetivos nunca apareceram, eram objetivos de esquerda pra desmobilizar as manifestações patrióticas de junho. 

Em relação aos ataques gratuitos à polícia e o eco de acusação contras as PM do Brasil, visam claramente desestabilizar as corporações policiais, como já faziam e fazem contra a Polícia Federal, o governo socialista do PT deixa bem claro que segurança pública não é prioridade na sua administração e que o revanchismo da época da ditadura influencia seu julgamento na hora de administrar.

Logo, é a população e os homens de bem que devem julgar agora: O que queremos para o nosso futuro, uma polícia fraca, sucateada e desmoralizada, ou apoio para restabelecer a ordem em meio ao caos dos estupros, assassinatos e roubos fora de controle? Isso certamente será respondido durante a Copa do Mundo e eleições de 2014 e o povo brasileiro como nunca o protagonista.

Norberto Russo, é Tenente Coronel da reserva da PM de Minas Gerais, Bacharel em Direito formado na Faculdade Batista de Minas Gerais, especialista em Segurança Pública, Fundação João Pinheiro, turma 2002.

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